Sábado, Agosto 29, 2009


"Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício... ossos do oficio.

Pagar pra ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor...
Não cabe como rima de um poema, de tão pequena
Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil.

Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados, dos amores mal vividos

Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é pra não ter recaída...
que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena,
não vale uma fisgada dessa dor ..."


... )
às
22:15


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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009



"...
E me tranquei no camarim
Tomei o calmante, o excitante
E um bocado de gim

Amaldiçoei
O dia em que te conheci
Com muitos brilhos me vesti
Depois me pintei, me pintei
Me pintei, e me pintei..."






... )
às
00:36


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Quinta-feira, Janeiro 08, 2009


Vou te dar quantias incontáveis
de um verdadeiro acordo, se você quiser
Vou te dar incentivo para escolher o caminho que quiser, se precisar.

Você pode falar de raivas e dúvidas
Seus medos e loucuras, que vou escutar.
Você pode dividir relatos vergonhosos e secretos de sua vida, e não vou julgar

Você não me deve nada
por eu ter me importado do jeito que incondicionalmente me importo
por eu ter te amado do jeito mais exagerado

Você pode pedir espaço só para si,
e eu não irei mais protestar
Você pode pedir liberdade também
ou tempo para se divertir, que você terá

Você pode pedir para viver só
ou amar outro alguém, que eu vou apoiar
Você pode pedir o que quiser
qualquer coisa,
mesmo sem te ter
e eu vou entender

Só perdoe o meu amor
E por favor,
Só perdoe a minha dor

Você pode expressar suas verdades mais profundas
Mesmo que signifique perder você, eu vou ouvi-las
Você pode cair no abismo,
ou no caminho para a sua felicidade,
que eu ainda te amarei por isso

Pois eu já havia sonhado com isso

Essa é a única forma de amor,
que eu ainda realmente acredito

Nunca irei esconder nada
Com toda minha sutileza e ainda o que sobra de minha pureza

Que eu serei sua aliada,
Abraçando a sua frieza
Até sem te ter
Até pela vida inteira

Despreze as minhas lágrimas
Despreze o meu rancor,

Com todo o meu amor,
e com toda a minha dor,







Sua fiel escudeira,





... )
às
15:33


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Terça-feira, Novembro 18, 2008


pois precisava de alguém que não fosse tão mesquinho quanto eu,
alguém que fosse tão mais largo do que eu a ponto de admitir a minha desgraça
sem usar sequer piedade e consolo -
alguém que fosse, que fosse! e não, como eu, uma acusadora da natureza, não como eu, uma espantada pela força de meus próprios ódios e amores.





pois preciso saber exatamente isto:
estou sentindo o que estou sentindo,
ou estou sentindo o que queria sentir?
ou
estou sentindo o que precisaria sentir?

... )
às
00:49


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Segunda-feira, Novembro 17, 2008


desejo veemente pelo desejo de nada mais desejar, desejo poder me tornar

... )
às
00:55


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Quarta-feira, Junho 20, 2007


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a vida é um soco no estômago.


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... )
às
16:03


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Sexta-feira, Maio 25, 2007


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Síndrome de Burnout:

extrema exaustão emocional desenvolvida na interação com outras pessoas.




Quadro Clínico:

Esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais.

Tendência ao isolamento, negligência, perda de iniciativa.

Sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, alterações da memória.

Fadiga crônica, freqüentes dores de cabeça, distúrbios do sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias.

Condutas aditivas e evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais.

Distanciamento afetivo dos clientes e companheiros como forma de proteção do ego, atitude cínica, desorientação, incapacidade de concentração.

Apatia, ironia, freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.

Interfência na vida social, sintomas depressivos.

Vulnerabilidade emocional, descrença para com os outros, exaustão.

O desenvolvimento da Síndrome de Burnout requer uma certa pré-disposição pessoal.




Tratamento:

Meditação, Relaxamento.

Exercícios Físicos.

Estabelecer rotina de trabalho não prejudicial à vida social.

Delegar tarefas.

Desenvolver espiritualidade.



..

... )
às
16:17


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Terça-feira, Abril 24, 2007


"(...)


Azul constante
Como ao céu, tenho a ti
Imenso e distante.
(,)

Sorrirei
com espontaneidade duvidosa
Dormirei
sonhos de textura penosa.
(.)

eu sinto bem forte
todo esse gosto amargo
que me corre às veias
e estas mãos ¿ ingratas -
eu bem sei
o que semeiam

(...)
quero palavras com a sobrecarga
de um sentimento
palavras encarregadas do vazio
do vácuo
que abre em tudo
e no que me é peito
quando vejo homônimos
em todos os lugares
teus fantasmagóricos sinônimos.

(...)

Com tanta confusão que te alcança à mente
Compactar teu amor
Ou mesurar tua dor
Não farão teu espírito sorridente

(;)

Vou a vários lugares
E sinto o vento
Eu vejo muito
Eu vejo muito
Mas não contento
Eu jogo o vento
Aos ares.
(:)

Pegue esta pílula e me tome
Nos braços
Tua pele fulgor em compasso
Me entorna
O suor superfície de gotas
Me molha os beijos
Em saudade

(;)


Um dia eu arderei num fogo
Igual a dos teus olhos
Minhas lembranças serão tão pesadas
Quanto o que não se pode mais ser feito
Não terão forma as respostas
Azul e vermelha será a temporada infinita
Será dúvida e dor
Frio e febre
Indefinida tristeza
Haverá o silêncio e o susto
Do que já acabou."


(Jenifer Reis)

..

... )
às
15:07


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Terça-feira, Dezembro 05, 2006


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...
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o amor é um vício como qualquer outro.



procure por ajuda;

esqueça,
e produza.

... )
às
20:45


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Segunda-feira, Novembro 13, 2006


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Minha Maldição
a esses dedos que tremem!
essas pernas que recusam-se a trabalhar;
aos olhos que não irão fechar,
e esta voz que só aceita gritar para os crepúsculos que não querem escutar!
pois que jorre a minha sina de dor!
que seja a minha maldição
o desespero dos brutos!
e sem porvir,
como os gritos de um trovador,
como um peixe a se debater,
um animal irracional até o seu ápice pular!
Minhas Feridas as Tuas Vidas!
como óleo quente em tuas cabeças,
pois que jorre o sangue da perversão!
que se mostre a última cicatriz de ilusão!
que o meu desdém é o teu próprio perdão.
Minha Maldição!
por entre porcos e lobos!
que a violência que não tenho
torne-se o pudor que tanto temo,
teu Calcanhar de Aquiles;
e por todos os teus dias
mostre-se! escancare-se! pise-se!
e as minhas lágrimas, tão certas
que te cubram! e julguem!
e façam com teu bando
o mesmo que fizeram com meu canto!
A Minha Maldição,
que vivam em buracos de ratos;
que tenham medo dos vários paspalhos!
e como loucos, desvairem!
e sintam as horas, uma a uma, desesperados!
e tornem-se,

tristíssimos... PALHAÇOS!
por entre os vários...







os fatos não fazem o homem,
os fatos revelam o homem.






... )
às
19:55


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Quinta-feira, Julho 06, 2006


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fumaça;

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e mais nada...

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... )
às
17:04


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Quinta-feira, Abril 13, 2006


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aprendendo a comer com os porcos:

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é tolisse tentar explicar Beethoven a um surdo!
engolirei minhas emoções, se entalar eu cuspo
me desgasta a necessidade de abstrações
sufoco-me com minha própria decepção...
o que se faz com a vergonha de apenas tentar expressar ilusões?
frustração... sim! frustração! ampla! em todos os sentidos dessa desagradável sensação.
a imundisse da hipocrisia que me enoja, agora... tornou-se banal
tal qual só gera à mim agora, indiferenças...
cercada de fatos idiotas.
a insaciável raiva que sinto, está a devorar minhas entranhas
a cada gesto, cada palavra, pensamento, sentimento
a cada raciocínio que se torna lógica...
o que se faz!?
permitirei que a sujeira cresça no meu quintal, também?
aprenderei a bela arte da estupidez?
receio que não...
caráter grita mais alto!
dane-se o tal do orgulho
dane-se a sublimação

pagarei esse preço, então...
repúdio=defesa
e a solidão que me proteja!


e eu tinha em mente tantas coisas bonitas pra dizer...




... )
às
14:49


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Segunda-feira, Novembro 28, 2005







esquecer! esquecer! esquecer!
e esquecer...
o quê!? além de esquecer...

se eu esqueci como se faz para esquecer...
o quê então!? o quê!?


.












... )
às
14:36


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Sábado, Novembro 26, 2005


apreciar... lentamente.
entender... gradualmente.
gritar! reprimir...
o desgaste, a solidão da monotonia
as lentas batidas do coração
saber e entender
ver e esquecer.
rejeição! ah, maldita rejeição
fome pela não existência
o desprezo tem seu riso
tapas da não-atenção
pela falta da tua reação
feliz havia de ser a minha ilusão, ela havia de ser!
minha motivação me destrói

nada agora dispara o meu coração...
a tua ausência me acalma,
a tua ausência dói
a tua ausência é a minha ausência,
ela me faz querer rir, ela me afoga,
e a tua presença...
me sufoca, ela me agrada,
me acolhe, ela me disfarça, machuca
é como se quase me enterrasse, ela me desespera
ela me mantém intácta, estúpida, imóvel.
ela me faz sentir.

fujo de ti enquanto te procuro
olho na tua direção enquanto corro de ti,

a tua presença é a tua ausência

quero alguma ignorância
enforcar a empatia,
quero a minha paz!

se tu sequer, importa
se tu não me dá a graça de dizer o que pensas
se sorris pra mim porque te convém, a gentileza
se tu sempre esqueces...

então por que escrevo!?
se morro em tua ausência e tua presença me priva de respirar?
para que escrevo!?
se à mim já não há mais liberações?
por que escrevo!?
...
Por que diabos eu ainda escrevo?



.

... )
às
16:00


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Quarta-feira, Novembro 16, 2005





sei porém que és pior do que o escuro e o frio
sei que és mais terrível do que a solidão
sei que és o meu próprio vazio
e que o teu mundo não é o meu.
sei o que pensaste quando me viste entrar.
eras a minha ilusão final
hoje nem mais meu desespero tu és.
minhas palavras te são indiferentes
eu te sou indiferente.





"Sou mestre na arte de falar em silêncio. Passei a minha vida toda conversando em silêncio e em silêncio acabei vivendo tragédias inteiras comigo mesmo"

... )
às
02:51


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Quinta-feira, Novembro 10, 2005


percebi
que o que senti
já estava tatuado em meu corpo.


quero guardar teu belo
sorriso,
dentro de uma pequena caixa de madeira.
consigo daqui escutar o teu riso
ries da tolisse?
ries enquanto eu corro?
escuto-te rir
não posso guardar o que não me pertence
foge teu sorriso,
deter-te não posso,
atadas minhas mãos estão.
então (seja gentil)
pois o meu é em vão,
motivo que eu corro.
não quero ver!
troca de salivas sem gosto,

senhoras e senhores,
venham todos ver!
aplausos ao mais novo palhaço!


...
e tu;
dá agora tua cegueira para mim
quero percorrer cada caminho pelo qual
não passas
quero omitir para mim o que não sentes
enganar meus atos
encobrir feridas,
engolir prantos;
suprir abismos...

.

o ardor do teu tapa
ainda queima meu peito.
afasta-me a razão,
dissipa minha ilusão
quero jogar uma pedra na tua janela
por ter pichado meu muro
por maldizer o que teria crescido
me impelir sem o menor esforço,
ameaçastes minha fortaleza!



tudo que pediria de ti é teu sorriso por mim
dá-me atenção!
pacifica minha solidão;
serena meu pequeno inferno,
traga-me a desordem das dores...
dê-me um pretexto,
escutas por mim;
enxergas por mim;
desfaleças por mim...
escuto ainda teu riso me consumir
ainda ouço;
ries!
pertubar-te mais, não irei.
entretanto... te peço
(seja gentil)
enquanto ries...


enquanto esquivo-me,
evito,
afasto-me;
escapulo,
escôo;
sumo...

para não ouvir teu riso.



... )
às
11:19


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Segunda-feira, Novembro 07, 2005


penso.

calculo,

condescendo...

o ruído das folhas secas achatando-se contra o chão;
a cada passo que atrevo-me a dar, cada segundo, minuto...
pensamentos em vão;
tédios compulsivos;
vícios perniciosos;
o comprometimento com minha solidão desmorona-se,
sem que eu ao menos resista.
auto-indagação
suplício?
me sinto agora pisar em martírios, desmanchando-se
por entre meus dedos.
gritos em silêncio!
atrevem-se a penetrar minhas veias,
os sentidos ociosos, repetidamente
durante 364 noites.
então atrevo-me mais uma vez
paulatinamente
no meu gesto tão distraido...

e clamo por ti,
mas teu sorriso é para mim, e não por mim
o silêncio que te grito,
te cega, e tua cegueira me ensurdece,
definha o meu tédio...
junto das cinzas do meu cigarro, se vai também minha solidão.
dá-me o teu sorriso, que te darei meu coração.
meu pequeno brado...
ao teu cego sorriso
tem mesmo de ser em vão?
então entrega-me teu sorriso
dá ele pra mim!
que acordarei e deixarei,
aqui. pra ti.
meu coração.


... )
às
14:54


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Domingo, Março 06, 2005


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..
..
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...
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..
sou onde não penso, penso onde não sou...
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... )
às
22:22


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Quarta-feira, Novembro 03, 2004


peculiar sensação de infinito,
aquilo que considero mundo,
inacabável ilusão de infinito,
incontrolável vontade de gritar
sentimentos de ansiedade.
as correntes que me baniram de sentir,
desvanecerão,
pouco a pouco junto de angústias,
o desejo veemente que agora me possui.
fugir;
desertar;
ah inquietação!
o hodierno não irá mais atormentar,
o antigo não irá mais perseguir,
que posso me extraviar até me encontrar,
perveter pensamentos,
esquecimento!
o infinito versado é uma mentira,
heresias de uma vida baseada em ilusões,
fim! o doce começo,
suicídio dos seus martírios, suplícios!
não existe o infinito!


eu fui embora.

poderia passar horas, dizendo coisas, para pessoas...
mas vou ser direta, pois passarei um tempo indefinido sem escrever.
mas eu quero que você saiba...
que importou,
que fez uma diferença;
me animou; julgou; decepcionou,
abraçou;
existiu.
e amei.
assim como sempre lembrarei de sua amizade.
por todos os inesquecíveis momentos.

eu fui embora...

.

.

.

e o resto é silêncio.

.

.

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LET'S FUCK!

... )
às
04:07


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Sexta-feira, Outubro 08, 2004


concretas vulgaridades
já me são inexatas...
a mesma ironia a qual me vejo
e revejo, aquele gosto amargo
que jamais pode ser esquecido...
desejaria que fosse descomunal;
repreensível;
impróprio;
esquivo;
isento...
encontro-me neste mesmo círculo vicioso
vejo minha história se repetir
inúmeras vezes.
não, nós não podemos esquecer.
as pessoas são, aquilo que nunca se
espera, e sempre se sabe
será que nossa hipocrisia e egoísmo,
são natos?
será que sabemos o que fazemos aos outros,
a nós mesmos?
eu te magoo, e me magoas de volta.
nada é eterno
a não ser... aqueles pequenos momentos,
onde alguém quebra o seu coração
...
e depois?
condolências;
manifestações dolorosas que se umedecem por toda
sua existência...
depois de tudo...
podemos descansar?
esquecer por um minuto,
que nada pode ser esquecido...
apenas, fechar os olhos, e esperar que o círculo
vicioso se repita, e que a vida faça sua cura mágica
por um minuto;
para mais um coração partido...
.

... )
às
00:13


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Sábado, Outubro 02, 2004


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"quero engolir cada dia que preciso estar sozinha
buscar o material como se fosse importante
inibir a eternidade e esquecer que eu nao posso fugir."


... )
às
20:56


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Terça-feira, Setembro 14, 2004


irei ausentar-me por algum tempo,
tentar evitar os auto-perscrutamentos constantes
diluir minha nostalgia contagiosa...
deveria ser afastada da raça humana,
é uma pena as pessoas serem uma epidemia planetária...
agora já não tenho mais o que rabiscar,
meus pensamentos estão tão distantes quanto minha consciência e racionalidade,
eu viajei.
até breve.


... por que não podemos apenas esquecer?

... )
às
19:57


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Quinta-feira, Agosto 26, 2004


"o dia amargo da mulher

ainda que o prazer me seja negado
que na África meu clitóris seja cortado a sangue-frio para extirpar definitivamente o mal que trago em mim.
que em outros orientes me cubram de negro e me concedam apenas o vão que deixa o mínimo ar da vida entrar.
ainda que meu corpo pecador seja molestado desde a puberdade.
que no norte do Brasil eu seja leiloada para o prazer dos coronéis.
que meu corpo seja exibido como suculento presunto.
que eu faça sexo pelos cantos para poder comer.
que a baba do desejo dos homens escorra do canto de suas bocas para meus seios.
que o passeio no meu corpo seja o turismo do estrangeiro que vem ao Brasil.
ainda que meu canto de tristeza não seja ouvido.
que meu homossexualismo seja pecaminoso e perseguido.
que a canção do meu amor tenha que ser sussurrada para minha amada.
que eu seja surrada até a morte por amá-la.
ainda que meu corpo não seja meu.
que me mandem ter filhos que não quero ter.
que me neguem o aborto e me mantenham a bordo dessa nau de loucos.
ainda que me concedam o status de consumidora.
que me paguem menos que aos homens.
que eu dê minhas forças ao marido explorado quando ele volta ao lar.
que meu marido muito generosamente me transmita a Aids.
ainda que minha revolta seja loucura.
que minha loucura seja feitiçaria.
que a fogueira esteja sempre pronta para curar minha tensão pré-menstrual.
ainda que minha cordialidade seja tomada por submissão.
que meus direitos sejam tidos como atrevimento.
que eu seja a mais negra.
que eu seja a mais pobre.
ainda assim eu resisto.
eu sorrio.
e meu sorriso é o mais forte e radiante brilho desse pequeno universo."


... )
às
21:25


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Domingo, Agosto 15, 2004




i made a tatoo.

... )
às
03:29


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Sábado, Agosto 07, 2004


Por que surge tão cedo a luz do dia!???


... )
às
04:20


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Quinta-feira, Julho 29, 2004


O meu Destino disse-me a chorar:
"Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás de encontrar."

Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfiando...
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando...

Mesmo a um velho eu perguntei: "Velhinho,
Viste o Amor acaso em teu caminho?"
E o velho estremece...olhou...e riu...

Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados...
E eu paro a murmurar: "Ninguém o viu!..."


(F. E)

.

... )
às
03:25


//
Sexta-feira, Julho 23, 2004


voltei!
bem... até que a foi boa a viagem, apesar dos pesares... era o que precisava.



"Sofro... Vejo envasado em desespero e lama
todo o antigo fulgor, que tive na alma boa;
Abandona-me a glória; a ambição me atraiçoa;
Que fazer, para ser como os felizes?"

-Ama!

"Amei... Mas tive a cruz, os cravos, a coroa
de espinhos, e o desdém que humilha, e o dó que
infama; Calcinou-me a irrisão na destruidora chama;
Padeço! Que fazer, para ser bom?"

-Perdoa!

"Perdoei... Mas outra vez, sobre o perdão e a prece,
tive o epróbio; e outra vez, sobre a piedade, a injúria;
Desvairo! Que fazer, para o consolo?"

-Esquece!

"Mas lembro... Em sangue e fel, o coração me escorre;
ranjo os dentes, remordo os punhos, rujo em fúria...
Odeio! Que fazer, para a vingança?"

-Morre!






... )
às
00:16


//
Segunda-feira, Julho 05, 2004


vou ficar um tempo sem postar nesse blog(eu acho)
porque irei viajar(eu acho), nesse dia 7.
aviso o dia que voltarei...
essa viagem talvez seja boa pra mim...
dar um tempo... pra deixar definhar alguns pensamentos que ainda insistem em se acomodar na minha cabeça(sã)
esquecer todas as estúpidas coisas que ainda faço!
das quais ainda sou vulnerável,
me são psicologicamente, e sentimentalmente nocivas...
principalmente, aquelas que deixo de fazer
(o que será pior?)
DELETÉRIOxDEMÊNCIA
o estado deplorável do que posso chamar de coração,
por mim,
continuará do jeito que está,
em estado de recesso, pois nesse, já não tenho mais uma intenção de mudança.
see you in a few days motherfuckers...



to cansada disso tudo aqui, gostaria de evaporar no ar, como fumaça de cirrago ao vento
(que idiotisse)


Vive-se
de qualquer jeito
morre-se
por qualquer nada

a tudo
estamos sujeitos
em todos
um inseto pousa e caga




"É inerente a um tolo pronunciar verdades que ninguém mais ousa falar."
"É inerente a um tolo pronunciar verdades que ninguém mais ousa falar."
"É inerente a um tolo pronunciar verdades que ninguém mais ousa falar."
"É inerente a um tolo pronunciar verdades que ninguém mais ousa falar."







prometo que irei voltar a escrever nesse blog sóbria... nada mais de um gole por palavra
(ha ha...)






... )
às
03:05


//
Sábado, Junho 26, 2004


rouba a serenidade,
ilude a existência,
mascara a felicidade,
engana a essência,
prostitui a consciência,
reflete a incerteza,
acaba com a pureza,
amortece o destino,
cala a imaginação,
degenera o coração,
censura a liberdade,
implode a identidade,
soterra os sonhos,
tritura a vida
e
sem nenhuma piedade
destrói a humanidade !
A MENTIRA
Depois de mergulhar
sob o fértil deserto das emoções,
depois de caminhar
sobre as cores das ilusões,
depois de cantar as dores da solidão,
chegou a hora de chorar
pelo naufrágio do coração...


Confesso
a vulnerável inquietude
prostrada no limite
máximo dos meus sentidos
me hospedam
uma alma incoerente
e um corpo inconseqüente

Protesto
as amarras da banalidade
que me prendem
à perecíveis virtudes
mascaradas pela matriz do pecado

Desperto
o enigma provedor
do dom supremo da culpa
no estigma inocente
da crença negligente
vivida no meio fio do abismo
existente
em meus extremos....


;

... )
às
17:51


//
Segunda-feira, Junho 21, 2004


¿ liberdade criadora (o conteúdo é mais importante que a forma. São comuns deslizes gramaticais)

¿ versificação livre

¿ dúvida, dualismo

¿ tédio constante, morbidez, sofrimento, pessimismo, negativismo, satanismo, masoquismo, cinismo, autodestruição

¿ fuga da realidade para o mundo dos sonhos, da fantasia e da imaginação (escapismo, evasão)

¿ desilusão adolescente

¿ idealização do amor

¿ subjetivismo, egocentrismo

¿ saudosismo (saudade da infância e do passado)

¿ gosto pelo noturno

¿ consciência de solidão

¿ a morte: fuga total e definitiva da vida, solução para os sofrimentos

¿ sarcasmo, ironia (esse não pode faltar.)



eu estou bem! acho que nunca estive tão bem assim pra falar a verdade
engraçado como precisamos apanhar muito pra perceber, a sensação de calma
que temos depois que a dor passa, e só assim podemos afirmar que, sim, estamos bem.


... )
às
01:11


//
Domingo, Junho 13, 2004


talvez eu só precise de um pouco de sangue correndo nas veias para ficar bem

talvez eu tenha passado por alguns lugares que me pareceram maravilhosos

talvez eu tenha aberto os olhos e visto o esgoto no qual estou vivendo

como eu pude ser tão estúpida à este ponto?
como eu pude acreditar que existisse um paraíso?
como eu pude acreditar que as coisas estavam se encaminhando?
como eu pude deixar me levar pelo seu sorriso e palavras doces?
como eu pude...

me esquecer de mim, e só lembrar de você

como eu pude?





a dor do coração, a dor mais forte,
a dor de um desengano me devora...

sem que última esperança me conforte,
eu que vivia! eu sinto agora
morte no coração, nos olhos morte!


... )
às
22:21


//
Sábado, Junho 12, 2004


vc teria dito qualquer coisa
vc teria tentado qualquer coisa
pra escapar da sua falta de razão
e da sua insignificância
e nós somos incontroláveis
e nós somos não amáveis

e eu não quero que vc pense que eu me importo
eu nunca iria
eu nunca poderia
de novo

por que vc não pode apenas amá-la?
por que ser um monstro?
sua mente precisa de uma ajuda

mas eu ainda vou levar toda a culpa
porque vc e eu somos apenas um e iguais
e isso está me deixando louca
e isso está me deixando louca
eu vou retirar todas as coisas que eu disse
eu não tinha percebido que estava falando com quem não sentia nada

e eu não quero que vc pense que eu me importo
eu nunca iria
eu nunca poderia
de novo...



se meras palavras pudessem expressar... o que sinto agora
não consigo respirar, mas consigo chorar...
como sou tola

... )
às
04:34


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Quarta-feira, Junho 09, 2004


em minha mente,
um quarto vazio, o chão frio
a breve brisa que faz-me sentir nua
as mãos em minha face...
meu abafadiço pensamento
abstrato sentimento
o amargo gosto da angústia
a vergonha que tanto ouso não possuir
sinto agora, o tenebroso sangue escorrer por entre meus dedos
aqui neste quarto escuro,
minhas canibalístas visões
daquilo que não pode ser escrito
me vejo debruçar perante este interminável abismo
e cair na profunda orgia de sentidos
onde cessarei meu cárcere cheio de liberdade
e voltarei para realidade,
não derramarei uma lágrima.
efim, eu acordarei, para poder durmir de novo
onde me verei longe do quarto escuro.
onde estarei longe de mim mesma.
eu, a única maneira que tenho de me desenfadar
a única onde posso me abrigar, apenas eu,
que sei onde o estranho quarto escuro fica,
eu... apenas eu, a me abadonar...
perderei os sentidos, me verei livre de todos
incontrastavelmente me juntarei a morte
onde ela será eu.
então... num último suspiro poderei dizer,
adeus aquele quarto escuro.



... )
às
23:13


//


.
;
.

dê-me algum conforto
.
.
.

... )
às
00:17


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Domingo, Junho 06, 2004


"palavras implacáveis me ferem
como espada polida em mãos inimigas
me atravessa por inteiro e me rasga ferozmente
meu corpo, ali, jaz
paralisado, petrificado a ponto de clamar por um buraco frio, escuro e eterno
onde nunca mais hei de ouvir uma única palavra incisiva."

decepção.

você percebe que nada é o que você esperava que fosse.
e a maneira como as pessoas lidam com situações ridículas
já não é mais tão incisivo.
para que o martírio?
eles não se importam
você não se importa
por mais que eles digam que você é
você sabe o que talvez não seja
quem saberá?


a sua cegueira se torna agora, a minha surdez.



... )
às
04:23


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Quarta-feira, Junho 02, 2004


"tudo pode mudar no espaço de segundos
é incrível nossa capacidade de transformar coisas boas em situações ruins
depois de uma linda semana, estou eu embaixo mais uma vez
não te culpo, não culpo ninguém
sou estúpida quando deveria ser carinhosa
tenho a coragem de te ferir quando poderia tentar te curar
porém te gosto e não poderia odiar

eu me devoro paulatinamente
sou pávida e obstruo as portas que deveria abrir
e o pior, isso é peculiar a mim
me aflige a idéia de não ser boa o suficiente
não sou boa nem ao menos pra mim

estou à deriva e minha fragilidade se aflora
minhas concepções erradas,
minhas palavras repugnantes
minha suavidade escassa
nada é bom o bastante
nada me faz ficar bem
nada te conserva ao meu lado...
me calo enquanto poderia apenas gritar."


... )
às
23:18


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Domingo, Maio 30, 2004


a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez.a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez. a tua hipocrisia consegue ser maior que a minha estupidez.


... )
às
03:40


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Quinta-feira, Maio 20, 2004




Talena Atfield


... )
às
23:34


//


certamente alguém já escreveu poesias de amor
e eu também
como é difícil perceber que ela não existe
e ela diz que o amor é irreal
involuntariamente sei que não sei
tenho contado ódios falsos, imaginários
e viagens cósmicas, reais talvez
cavalgado sobre o dorso da noite
e copulado com a primavera que não vem
impreterivelmente
imagens tortas de corpos tortos
carinhosamente degustando o novo sol
por que? razões milhões de sóis
conhecem as certezas de mundos distantes
e ela canta a mesma canção
e eu ouço o dedilhar das notas fugidias
e eu o osso de minha primitiva solidão
certamente alguém já escreveu poesias de amor
alguém que grita, que luta, que reivindica
e eu bebo o sangue de minhas gotas de lágrimas
e eu grito e poemo
as grades de minhas desilusões
estão se evaporando
definitivamente acarinhando as dores
e simplesmente apontando a nova mente
pois certamente
alguém já escreveu poesias de amor
e certamente eu Não escrevo poesias de amor agora


... )
às
22:25


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Quarta-feira, Maio 19, 2004


(hysteria)


it's bugging me, grating me
and twisting me around
yeah i'm endlessly caving in
and turning inside out

'cause i want it now
i want it now
give me your heart and you soul
and i'm breaking out
i'm breaking out
last chance to lose control

it's holding me, morphing me
and forcing me to strive
to be endlessly cold within
and dreaming i'm alive

'cause i want it now
i want it now
give me your heart and your soul
and i'm breaking down
i'm breaking out
last chance to lose control

and want you now
i want you now
i'll feel my heart implode
and i'm breaking out
escaping now
feeling my faith erode




essa música me faz querer gritar...

(ahhhhhhhhhhhhh!)


... )
às
20:33


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Segunda-feira, Maio 17, 2004


não julgue as pessoas



... )
às
21:07


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Domingo, Maio 16, 2004


assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade,
mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada.
assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
assim tudo o que existe, simplesmente existe.

(?) apenas pensamentos estranhos que fazem sentido, talvez.


muitas vezes me pergunto se não seria melhor deixar-me ir... sonhar que sou feliz, amada, compreendida... que finalmente vivo além de toda a minha tristeza, além de toda a fealdade que me percorre e que me ensina que o amor é algo do qual não pareço ser digna...
mas... quem precisa dele?
pergunta estúpida da qual a resposta é mais ainda, ainda terei a certeza de que tudo isso irá transformar-se apenas em lembranças irônicas, senão sarcásticas, de
coisas que gostaria de ter (possuir)
amor? quem precisa de amor?

(silêncio)


... )
às
22:11


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Sexta-feira, Maio 14, 2004


Chissà se tu mi penserai
Se con i tuoi non parli mai
Se ti nascondi come me
Sfuggi gli sguardi e te ne stai

Rinchiuso in camera e non vuoi mangiare
Stringi forte al te il cuscino
Piangi non lo sai
Quanto altro male ti farà la solitudine

Chissà se tu mi penserai
Se con gli amici parlerai
Per non soffrire più per me
Ma non è facile lo sai



... )
às
21:50


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Terça-feira, Maio 11, 2004


"sou a insídia mortal
que cobre o meu corpo
e destrói meus pensamentos...
como é difícil ser mortal e ser feliz!

sou a serpente que lambe em meu peito
o sangue derramado do meu rosto...
e se transforma em segredos
que se perdem na solidão
e que carrega em seus medos
a dor e a destruição

como é difícil
fechar os olhos
deixar o vício
cair em prantos
e sorrir!

sou o taburno que se fecha
deixando-me na escuridão...
sou o alvitre de uma esperança
que se perde no tempo
para em cada momento
se fazer presente

como é difícil
estar ferida
com as mãos no rosto
escondendo o disfarce!

como é difícil
sentir a dor
de ser difícil
e perceber
que os outros
estão percebendo...
como é difícil!"



... )
às
23:26


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Quinta-feira, Maio 06, 2004


sinto horror
à significação que olhos humanos
contém...
sinto, preciso
ocultar o meu íntimo aos olhares
e aos perscrutamentos que olhares mostram...
não quero que ninguém saiba o que sinto,
além de que o não posso a alguém dizer...

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.


... )
às
23:33


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Domingo, Maio 02, 2004



"tua inconsciência alegre é uma ofensa
para mim. o teu riso esbofeteia-me!
tua alegria cospe-me na cara!
oh, com que ódio carnal e espiritual
escarro sobre o que há alma humana fria
com que alegria minha, cairia
um raio entre eles! com que pronto
criaria torturas para eles
só por rirem a vida em minha cara
e atirarem à minha face pálida
o seu gozo em viver, a poeira que arda
em meus olhos dos seus momentos ocos
de infância adulta e tudo na alegria!
Ó ódio, alegra-me tu sequer!
faze-me ver a Morte. roendo a todos,
põe-me ria vista os vermes trabalhando
aqueles corpos! [...] "

... )
às
22:46


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Quinta-feira, Abril 29, 2004



você parece tão bem
eu quero quebrar seu coração
e lhe dar o meu
tão batido
tão chorado
jogado para baixo apenas para descobrir
que estou sangrando por você
você pode me achar um espaço
dentro de seu coração ensanguentado?
você pode me achar um espaço,
me ache um espaço...
... vamos fingir um final feliz.

... )
às
23:22


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Segunda-feira, Abril 26, 2004


ah dane-se... eu já estive melhor.

... )
às
00:28


//



esse blog também é feliz! :D
só pra não dizerem que só sei escrever essas coisas.
pra tudo há um começo! não sou depressiva... por mais que pareça
nem triste, sou apenas eu.
não gosto de rótulos!
e preferiria não estar aqui.

veja a vida com outros olhos. não preciso sorrir o tempo todo para você ver que posso estar bem.
eu estou bem, de uma forma bastante conturbada e distorcida.
mas ao menos estou viva... ou melhor... respirando.



... )
às
00:25


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Já nem sei a quem detesto... Se a mim por não conseguir parar de pensar... Se à Vida por de ti me afastar...

... )
às
00:16


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Sexta-feira, Abril 23, 2004




... )
às
21:42


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Quarta-feira, Abril 21, 2004


"...
E por amar-te, por teu desdém, perdi-me...
Tresnoitei-me nas orgias macilento,
Brindei blasfemo ao vício e da minh`alma
Tentei me suicidar no esquecimento!
... "

... )
às
02:36


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Terça-feira, Abril 20, 2004



sinto sua falta.

... )
às
21:40


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Sexta-feira, Abril 16, 2004


eu estou bem.

só dói quando eu respiro.

... )
às
23:00


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Quinta-feira, Abril 15, 2004


"Por que para este cemitério vim?!
Por quê?! Antes da vida o angusto trilho
Palmilhasse, do que este que palmilho
E que me assombra, porque não tem fim!


No ardor do sonho que o fronema exalta
Construí de orgulho ênea pirâmide alta,
Hoje, porém, que se desmoronou


A pirâmide real do meu orgulho,
Hoje que apenas sou matéria e entulho
Tenho consciência de que nada sou!"



... )
às
21:35


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Quarta-feira, Abril 14, 2004


ironia.

... )
às
01:25


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Sonhos jogados no chao, estilhacados
Ideias obscuras, etereas, fulgazes
Desejos opostos, voluveis, tantalicos
Sensacoes erroneas, letargicas, irreais

Verdades vas, falsas, vagas
Ideal pueril, inexistente
Dor, vasta, viva, cristalizada

O Ser, perdido,confuso, atormentado
em sua aflicao Sofre
os minutos, segundos... passado!

... )
às
01:22


//


seja igual à todo mundo
não tenha opinões diferentes!
não seja diferente dos seus amigos!
ligue para o que as pessoas pensam
sua vida pode depender disso
o que você vai fazer se eles não te aceitarem?
viva sua vida, seja feliz!!!
se case, tenha filhos, dinheiro
é o que todo mundo quer não é??
vamos
seja feliz
imite eles, siga as regras deles
seja igual à todo mundo
foda-se as coisas diferentes
não aceite isso
seja feliz
seja igual à eles.



... )
às
01:17


//
Segunda-feira, Abril 12, 2004




escrevo besteiras demais
dramática as vezes é meu defeito,
não estou bem... preciso de tempo
pra me curar...
meu tédio continua nocivo,
mas agora está pior
preciso de tempo
sinto pelas coisas que escrevi... mas é o que sinto e penso!
só preciso mesmo do tempo!

onde estão minhas distrações!!???

... )
às
23:07


//


hipócritas que dizem odiar a hipocrisia
não adianta negar
vamos, chore comigo
você parece não sentir...
meus sentimentos foram em vão
por que não sou capaz de ver?
admita de novo, o que me falou
admita que não fui nada
chega de esconder
nada foi revelado...
tudo foi concebido
nada foi dito
somente sentido...
seu olhar frio já não me surpreende mais
o toque dos teus lábios... seus abraços
você sentia alguma coisa?
admita
fui um objeto, tolisse estava estampada nos meus olhos
admita
meu poço de mágoa já transbordou
o resto é excesso.
vou esquecer você
meus sentimentos foram verdadeiros, você não quis
qual cena aqui é a mais ridícula?
teu orgulho, teu egoísmo
tua frieza, indiferença
qual é o pior?
eu nunca fui nada
ainda gosto de você
até perceber que você me usava por isso.
Estás livre! Aproveite!
eu fui apenas idiota... você...
você... foi apenas você.


espero que a experiência tenha sido boa.
seja feliz, não precisas mais de mim, já usou tudo o que tinha para usar

eu gosto de você. Mas isso já não importa mais pra mim, tanto quanto nunca importou pra você.


... )
às
22:57


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o pior tolo é aquele que se permite ser...!

... )
às
01:12


//


Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?



Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?



Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!



Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?



... )
às
01:05


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... )
às
01:04


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teus negros olhos uma vez fitando
senti que luz mais branda os acendia,
pálida de langor, eu vi-te olhando
meu serafim,
esse amor que em teus olhos refletia...
Talvez! era por mim?

pendeste, suspirando, a face pura,
morreu nos lábios teus um ai perdido...
tão ébrio de paixão e de ventura!
meu serafim,
por quem era o suspiro amortecido?
suspiravas por mim?

Mas... eu sei!... ai de mim? eu vi na dança
um olhar que em teus olhos se fitava...
ouvi outro suspiro... de esperança!
meu serafim,
teu olhar, teu suspiro que matava...
Oh! não eram por mim!

... )
às
01:00


//
Domingo, Abril 11, 2004


Quando o peito afogou seu sopro frio
Tudo emudeceu
No jardim de rosas pálidas nasceu a dor
Como reviver o coração partido?
Se o nosso lago se congelou
Se nesta vida nunca houve amor
Perdeu-se em curtos passos no caminho
O sentimento que sonhei ser meu
E que a vida me levou com rancor
Em prantos se desfez meu mundo colorido
Da boca meiga onde um beijo nasceu
Sinto o gosto de lágrimas, o amargor
Com você enxergava o infinito
Uma constelação até mesmo no breu
Enlouquecida em ilusões, mergulhada em ardor
Restou a marca num coração ferido
A saudade calada do que já morreu
O semblante pálido e sofredor
Me deixaste sozinha no alto de um abismo
Sempre à espera de um chamado teu
Sempre a escrever tristes versos para ti

... )
às
17:21


//


Dói-me no coração
Uma dor que me envergonha
Quê ! Esta alma que sonha
O âmbito todo do mundo
Sofre de amor e tortura
Por tão pequena coisa...
Uma mulher curiosa
E o meu tédio profundo ?

... )
às
05:58


//


AH! A ANGÚSTIA, a raiva vil, o desespero
De não poder confessar
Num tom de grito, num último grito austero
Meu coração a sangrar!
Falo, e as palavras que digo são um som Sofro, e sou eu.
Ah! Arrancar à música o segredo do tom
Do grito seu!

Ah! Fúria de a dor nem ter sorte em gritar,
De o grito não ter
Alcance maior que o silêncio, que volta, do ar
Na noite sem ser!



... )
às
05:32


//
Sexta-feira, Abril 09, 2004


o que eu vi em você?


... )
às
17:07


//


por trás da palavra há o caos.

... )
às
17:02


//


São entenderás nunca os motivos que me fizeram atravessar
A grande noite, a fria noite e a tua indiferença.
Vim porque a minha hora estava se tornando longa demais;
E o frio já me gelava
Vim porque o escuro estava pesando sobre os meus olhos
E o meu ser estava encolhido, longe da morte e da vida
Longe de tudo!
Vim porque não podia, porque era uma condenada
Porque precisava de ti.
Vim porque me prometeste um dia o sossego
e eu acreditei nas tuas palavras.
Vim porque não podia mais!


... )
às
16:43


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Quarta-feira, Abril 07, 2004


you will be the death of me

... )
às
21:43


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mentiras e palavras
nem mesmo o silêncio disfarça...
enquanto brigo com meu inconsciente,
os fatos não podem esconder...
estará você presente?
volto a gritar! o "por quê!?"
esmurrando meu coração
óh minha querida solidão...
susurrando para mim... o que
não queria ouvir... então
abro de novo meus olhos!
luto contra essas palavras...
"você nunca será boa o bastante..."
"você nunca será boa o bastante!"
Não! não ouço... estás a duvidar?
se nem a minha vida eu posso aguentar...
pensei que podias me ajudar...
mas agora eu vejo... agora me mostras...
o que não queria acreditar...
"Você não é nada"
Pára!
Pára...
eu não sou nada.
Uma idiota imprestável,
sangue agora escorre dos meus pulsos...
De novo? prometi não deixar me acorretarem...
Não consigo ver... morrerei de novo?
"Você nunca será boa o bastante..."
fecho meus olhos... lágrimas.
"Você não é nada."
Declaro guerra à meu coração,
amada solidão... me acompanha de novo
sentimento infernal... enquanto está
estampado em meus olhos "NÃO-AMÁVEl"
o que fiz para merecer essa maldição?
imprestável coração... grito com minha alma...
"Você não é nada."



... )
às
21:38


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te amu piuzuda! ;* by tepy

... )
às
20:42


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... )
às
18:18


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Você bloqueia um grito
Esmagando um sonho
Feito o esquema real
Mostre a este pecador seu Deus precioso
Desprenda a culpa de meus ombros
Com um pensamento simples
Mostre-me o prazer da vida
E como isso é travado
Não apenas o ar eu respirei
Ou o sonho eu me esqueci...
O último sorriso
A última palavra
É hora de enfrentar o resultado final
O pagão
As ações atéias
Cair...
Profundamente...
Seu vácuo se fez completo

Elimine...
Extirpe

Preparando para a morte
Esperando a luz brilhar sobre nós
Desejando o sol cair sobre nossas cabeças
Mostre-nos a alegria no mundo em que estamos vivendo
Ponha nossos sonhos no pecado

Sua primeira respiração
Os badalares distantes
Estes seus sinos foram feitos para chamar por
O pagão
As ações atéias
Rasteje
Profundamente
A última hipocrisia

Ande no caminho
O caminho brilhante

Eleve esta oração para as alturas do céu
Alimente minha mente com os mais gloriosos pensamentos
Sacrificando todos meus sonhos
Por este eu servirei e honrarei à morte
Ou faço eu apenas medo da ira do tirano



... )
às
18:10


//


por quais vias me encaminhaste
a um louco e fúnebre despertar?
são tantos os modos
e me desfizeste do velho retrato
na parede estranha do meu quarto gelado
já inexistente
o mundo já inexistente
e a poesia resistente a uma última esperança
não mais me procure por medo ou interesse
és agora um cadáver
és agora um nada
pois antes de tudo passaram por mim
e me acorrentaram ao mundo
e me enclausuraram dentro dele
num desabafo de destruição
e a poeira inundou os ecos dos antigos sonhos
com as lágrimas de tormento de outros condenados
vítimas da indecência
vítimas da não existência
e tudo acabado
e tudo desalmado
somente traços de mim nesta poesia irreal
e um último alerta
não tente me devolver razões em razão ao fim
pois o mundo por si só já é uma bomba atômica
uma ilha deserta em desespero...


... )
às
13:33


//
Terça-feira, Abril 06, 2004


fui convidada pra tocar na banda Mazikeen.



... )
às
23:03


//




... )
às
22:14


//


-Amor: "Por que você me odeia tanto?"
-Ódio: "Porque um dia eu te amei muito."

... )
às
20:44


//


Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível
de fazer sentido. Eu não: Quero é uma verdade inventada

... )
às
20:19


//


Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.



... )
às
20:17


//


Quem anda pelas lágrimas perdido,
Sonâmbulo dos trágicos flagelos,
E' quem deixou para sempre esquecido
O mundo e os fúteis ouropéis mais belos!
É quem ficou do mundo redimido,
Expurgado dos vícios mais singelos
E disse a tudo o adeus indefinido


... )
às
20:11


//




... )
às
20:07


//


Passai, dilaceradas pelos zelos,
através dos profundos pesadelos
que me apunhalam de mortais horrores...
Passai, passai, desfeitas em tormentos,
em lágrimas, em prantos, em lamentos
em ais, em luto, em convulsões, em dores...


... )
às
19:57


//
Segunda-feira, Abril 05, 2004


flores negras do tédio a flores vagas
de amores vãos, tantálicos, doentios...
fundas vermelhidões de velhas chagas
em sangue, abertas, escorrendo em rios...

... )
às
23:31


//


e por causa do nosso egoísmo seremos condenados ao pior suplício que inventamos para nós mesmos: a solidão.

... )
às
23:03


//

...

piu
nua e feliz.
Idade:1987
E-mail:tua_solitude@hotmail.com
Gosto:música, amigos, natureza, nuvens, silêncio, amor, lugares frios, espaço, filmes, livros, entorpecentes, outras coisas.
Não gosto:de pessoas que vivem pensando que não há nada de errado com elas. generalização. miséria psíquica.








PASSADO.

DRAMATURGIA. ROMANTISMO. MENTIRAS.

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